As grandes cartas da minha vida – Parte I: cartas para Robertha

Ao contar sobre o blog para uma amiga, ela me questionou de onde veio a ideia das cartas. E foi aí que eu me dei conta de que isso vem de longe! Sempre tive apego às correspondências. Até hoje guardo as mais especiais em uma caixinha de recordações.

Remexendo aqui na memória (e na caixinha), achei que seria legal compartilhar com vocês as histórias das grandes cartas da minha vida. Querem ver?

1. Cartas para Robertha

Quando: a partir de 1995

Eu estava na quarta série do ensino fundamental e tinha uma professora muito querida. Nosso santo simplesmente batia: eu gostava muito dela e ela também de mim. A vida tem desses encontros, né?

Certo dia ela mencionou que tinha uma filha da minha idade, também estudiosa e meiga como eu. Não sei bem como e nem por quê (não me lembro de quem foi a ideia) decidi conhecer essa garota. Resolvi escrever uma carta pra ela.

Fui pra casa, escolhi um papel de carta bonito e comecei. Perguntei seu nome, o que gostava de fazer, qual era a matéria favorita na escola. E aí começamos a nos corresponder. Quase todos os dias, era uma carta pra lá e outra pra cá. Nós fazíamos tudo: da carta em si ao envelope. Colávamos recortes de revistas, dobrávamos e às vezes até colocávamos gotas de perfume pra ficar bem cheirosinho. Tia Cida fazia o papel de Correio, com remuneração zero e paciência infinita.

E assim minha correspondente aos poucos se transformou em amiga. Depois de várias cartas, a Tia Cida me convidou para ir à casa dela finalmente conhecer a Robertha. Passei a frequentar a casa e até as festas da escola. Geralmente eu ia visitá-la nas sextas-feiras direto da aula junto com a Tia Cida. Como esse tempo foi bom…

Robertha foi minha primeira amizade feita (e mantida por muito tempo) por correspondência. Um presente pra mim e uma motivação para esse projeto.
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